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Opinião: Wagner Moura canta com Legião Urbana

04/06/2012

Na última semana tive o prazer de assistir ao show do Wagner Moura com Dado, Bonfá e milhares de pessoas no MTV ao vivo… Incrível como o show movimentou as redes sociais e como também alavancou a audiência da MTV…

Achei uma sacada incrível da emissora em fazer esse show…talvez o mais perto que algumas pessoas poderiam chegar de um show ao vivo de uma das maiores bandas de todos os tempos… E na plateia era possível ver jovens que nem eram nascidos na época de Renato e sua trupe. Também havia pessoas que talvez um dia viram uma apresentação ao vivo do trio, ou mesmo se identificavam com as letras na época em que elas eram escritas.

Eu virei fã da Legião em meados do ano 2000, depois que minha mãe comprou o então recém lançado Acústico MTV. Ouvia sempre no volume máximo, deixei meus pais cansados de algumas letras e passei a pesquisar tudo sobre os álbuns e a história da banda. Tive a ajuda da minha ex-namorada para completar a coleção de CDs, busquei músicas raras na web e vasculhei sebos em busca de LPs.

Mas voltando ao show, concordo que o Capitão Nascimento não é um exímio cantor…mas Renato Russo era? Sem comparações ridículas, como alguns quiseram fazer, nosso poeta era bom de letra, mas atravessava algumas músicas ao vivo, errava letras e até desafinava…Wagner Moura só não errou as letras, porque, como ele mesmo disse, é um grande fã de Renato, Dado e Bonfá e deve ter ensaiado exaustivamente.

Esse espírito contagiante de fã ficou claro no palco. A todo o momento ele se mostrava como um verdadeiro fã e não apenas mais um cantor interpretando as músicas da Legião. O filho de Renato, Manfredini Jr. , disse que esperava artistas da nova geração cantando esse tributo e não um ator.

Mas parem e pensem…um artista da nova geração ou mesmo um artista qualquer, seja o mais renomado possível, não subiria no palco na condição de fã. Traria sua bagagem de cantor e até ofuscaria os atores principais, Dado e Bonfá… E Wagner conseguiu ser artista principal e coadjuvante ao mesmo tempo. Dinho Ouro Preto não conseguiria isso e nem mesmo Herbert Viana.

Certa vez ouvi que Nando Reis (ex-titãs) poderia substituir Renato, ou que a tal banda Catedral com seu vocalista imitando o timbre de Renato poderia tocar com os legionários. Pura besteira. Muitas bandas conseguiram seguir em frente sem seu vocalista principal…uma delas Barão Vermelho sem Cazuza…Mas alguém ousaria substituir Renato Russo??

Quem criticou Wagner Moura, dizendo que Renato se remoia no Caixão, ou que Dado e Bonfá estavam envergonhados de tocar com ele não entendeu o espírito do show…um tributo, uma homenagem, e não uma substituição.

E a plateia presente nos dois dias provou o sucesso….cantaram juntos todas as músicas, pediram Faroeste e foram atendidos. Cantaram até mesmo sem a presença dos artistas no palco. Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas, banda pardinha da Legião, fez  uma participação discreta, mas muito boa. Assim como o gaitista que cantou com Dado, Andy e o tal Catatau, que até agora não sei quem é. A Sinfônica também merece aplausos….Legião Urbana acompanhada pela Orquestra foi fenomenal.

Muito legal também a versão de Geração Coca Cola, música escrita no fim dos anos 70, começos dos 80, mas que até hoje é o retrato da nossa juventude O show fez história, isso é fato. Via Láctea ao vivo pela primeira vez e com Dado tocando olhando para a projeção de estrelas foi marcante. E o que dizer de ouvir Bonfá cantando Teatro dos Vampiros?

Wagner imitou os trejeitos de Renato em alguns momentos, Bonfá disse que Pais e Filhos tinha começado errado e era para iniciarem de novo e Dado incorporou Renato Russo para expulsar um mala da plateia que o estava  xingando…E o que dizer do efeito de Sereníssima? Para que lembra da versão de estúdio, após o trecho instrumental seguinte ao verso “Não entendo o terrorismo, falávamos de amizade”, há uns gritos de fãs ao fundo. Na gravação do acústico a plateia tentou reproduzir, mas desconcentrou Renato, que elogiou, mas não regravou o trecho. No show da semana passada Wagner já esperava pelo efeito e colocou o microfone em direção ao público.

Agradeço ao meu amigo Thiago Padonavvi por ter me lembrado do show num sms recebido assim que desembarquei em SP vindo de um evento do trabalho. E também a todos os que compartilharam comentários no meu Facebook…pessoas que nunca antes haviam comentado meus status se

Wagner Moura canta com a Legião

Wagner Moura canta com a Legião

juntaram a amigos e conhecidos para compartilhar as impressões do show.

Gostaria que Wagner e os legionários saíssem em turnê juntos…ou quem sabe se confirmassem o boato que vão tocar no Rock `n Rio ano que vem na Cidade Maravilhosa…mas seria algo bem difícil….como disse Wagner Moura, esta talvez tenha sido a última apresentação de Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá no palco cantando Legião Urbana! Faltaram muitas outras músicas marcantes, mas infelizmente não dava para cantarem todas…

O show teve falhas sim, falhas técnicas da produção, como microfonia, microfone do Wagner desligado na volta dele ao palco e microfone do Bonfá baixo. Mas nada que tenha comprometido no frigir dos ovos. E que venha o DVD nas lojas!!!

Para finalizar essa extensa opinião, eu reafirmo o que já disse no meu face. Subir morro do Rio de Janeiro com fuzil para enfrentar traficante é fácil, mas tem que ser muito macho para dividir o palco com Dado e Bonfá em frente a milhares de pessoas para cantar aquelas músicas. Wagner Moura, nosso eterno Capitão nascimento, tu é Caveira mermão!

Urbana Legio Omita Vinci. Ouça no colume máximo, afinal, a verdadeira Legião Urbana somos nós!!

Última viagem do ano: Campos do Jordão – Dia 1

11/01/2012

Vou começar uma série de posts sobre minhas viagens por essas bandas….vou deixar de lado um pouco as dicas em aeroportos, já que ninguém comentou rs, e partir para a essência do blog, que são as viagens. Não farei reflexões de ano por aqui, pois já as fiz no face…quem quiser dá uma olhada por lá…

Vou contar um pouco sobre a viagem para Campos do Jordão, entre o natal e o ano novo…obviamente que a ideia foi fazer o que mais gosto quando viajo: ir para o meio do mato!!! Geralmente faço isso sozinho e a trabalho, mas agora foi a vez de fazer a passeio e acompanhado de uma amiga, a Vivian.

Water Trekking

O primeiro dia geralmente serve para você se ambientar com o local, reconhecer o terreno para nos próximos dias começar as atividades, certo? Não no nosso caso… Saímos de Sampa City umas 7h da matina rumo a Campos…na estrada pegamos neblina, tempo feio e chuva!!

Pouco antes de chegarmos a Campos fizemos um pit stop numa lanchonete para comer um sanduba e um suco para forrar o estômago. Nosso café da manhã tinha sido um mísero todynho…

Chegamos à cidade e fomos direto para o Aventura no Rancho, que fica numa estradinha que leva para o Horto… lá tínhamos agendado um water trekking, ou seja, uma caminhada pelo rio. O tempo estava meio frio, mas resolvemos encarar mesmo assim.

A atividade é bacana e super segura, já que em algumas travessias mais pesadas existem cordas para atravessarmos. Mas isso não impediu que a Vivian levasse um escorregão e sofresse algumas escoriações durante a descida…

Retornamos ao rancho na hora do rango. E que rango!!!! Um Buffet de comida caseira com doce de leite e queijo como sobremesa…simplesmente fantástico!! Estômago devidamente abastecido, hora de tirar aquela soneca, certo? Mais uma vez errado!! Descanso é para os fracos!!

Já tínhamos agendado duas tirolesas, sendo que o caminho a ser percorrido até o local era a cavalo. O pangaré em que eu estava montado não gostou muito da minha insistência em fazê-lo acelerar, mas até que ele foi obediente…

Fizemos uma tirolesa de 800m muito legal!!! Depois fizemos outra de 250m que terminou com uma descida em um mini rapel…Também foi legal!!

Montamos novamente nos equinos e rumamos de volta ao sítio já exauridos. Chegando lá começamos a conversar com a proprietária, a Dona Ligia, que foi mega bacana e nos ofereceu um arvorismo como cortesia. Apesar do cansaço aceitamos na hora!! Lá eles têm diversos níveis de arvorismo e encaramos o de nível 2, ou seja, intermediário.

A Aventura no Rancho passou nos meus critérios de avaliação no quesito segurança

O que achei interessante é que os guias fazem um treinamento antes de iniciar o circuito, num pequeno trecho que simula o que vamos encontrar pela frente. O sistema utilizado por eles é o da carretilha que precisa ser tirada e recolocada em cada obstáculo (presa no sorriso) e todo o processo é feito pelo praticante da atividade. Isso não significa que a segurança fique de lado, pois um dos monitores sempre fica na retaguarda e com olhos atentos se fizemos a segurança correta.

Apesar de nós dois já termos experiência com o arvorismo, em nenhum momento eles nos deixaram “soltos” e sempre reforçavam alguns comandos. Depois de pouco mais de uma hora, finalmente fomos embora para o merecido descanso…

Gostaria de agradecer muito o pessoal do Aventura no Rancho, empresa associada à Abeta e que não deixa a desejar no quesito aventura com segurança, além de simpatia e ótima hospitalidade. Eles também têm preços justos para as atividades. Para quem quiser saber mais, acesse o site www.aventuranorancho.com.br.

Ficamos hospedados na Pousada Kalimam, localizada próxima ao centrinho comercial e com ótimo conforto e estrutura. Depois de um belo banho para recarregar as energias, fomos jantar no restaurante Mercearia, onde pedimos uma truta grelhada ao molho de hortelã, com brócolis e arroz. Depois do jantar, nada melhor do que circular pela cidade e comprar alguns chocolates da região….

Amanhã tem mais…até lá

 

Dicas de Aeroportos pelo Brasil #1

06/12/2011

Nessas minhas andanças pelo país passo bastante tempo em aeroportos nos mais diversos estados….resolvi então compartilhar algumas dicas para os amigos e viajantes não perderem a viagem, literalmente. Talvez muita gente já conheça algumas dessas dicas, mas alguém sempre acha válido.

Vamos começar com o maior aeroporto do nosso país….isso mesmo, o digníssimo aeroporto de Guarulhos, também conhecido como Cumbica…  A principal dica é: não deixe seu carro no estacionamento do aeroporto caso vá viajar. Use apenas se for levar ou buscar alguém no aeroporto.

Além de sempre lotado, o valor que eles cobram pela diária é algo fora da curva…uma verdadeira extorsão!! A alternativa é utilizar alguns dos vários estacionamentos que existem na cidade de Guarulhos e te levam e trazem do aeroporto com um serviço de van.

O aeroporto de Guarulhos é um dos mais movimentados do país. Foto: Domínio Público

A tarifa do estacionamento do aeroporto é de R$ 31,50 a diária.

Entre as alternativas temos:

BR Express Parking, que sai por R$ 25 a diária. A vantagem é ele estar a 5 minutos de Cumbica e todas as vagas são cobertas. Mas você é quem tem que estacionar (não há manobristas) e as vagas são relativamente longes.

Fly Park: diária R$ 24. Vantagens: você acumula pontos nos programas de milhagem da Tam/ Gol e no programa próprio deles. Desvantagens: nunca testei para apontar alguma.

Vista da fachada do Circus Parking. Foto: divulgação

Circus Parking: é o estacionamento mais barato dentre todas as opções, com diária custando R$ 20,40. Essa é a maior vantagem. Desvantagem: não tem muitas vagas cobertas e é o estacionamento mais longe de todos (algo em torno de 10 a 15 minutos). Também já me deixaram esperando uma hora no aeroporto na volta…

Bom, essas foram dicas de estacionamentos… No próximo post passarei uma boa opção para quem quiser economizar no café/ pão de queijo. Se você tiver alguma sugestão e quiser compartilhar, deixe nos comentários a seguir…

XTerra Ceará: uma cobertura tranquila no fim da temporada

22/11/2011

Passei mais uma temporada viajando bastante para fazer as coberturas dos eventos pelo Webrun, sempre passando altos perrengues, como muita gente tem acompanhado no facebook. Postei recentemente sobre uma casca grossa em Ilhabela, justamente uma das etapas do XTerra. Mas agora gostaria de compartilhar uma cobertura tranquila…

Antes me falar sobre a calmaria, vou brevemente relatar outras duas tempestades que ocorreram após Ilhabela.

Nike – A primeira foi a cobertura da Nike SP-Rio, que larga as 4h da matina do Parque do Ibirapuera em Sampa numa quinta-feira, e chega no fim da tarde de um sábado na Cidade Maravilhosa. Os corredores percorrem quase 600 km passando antes por Bertioga e Angra. Acompanhar o pique desse pessoal não é fácil, já que precisamos estar junto com eles nas largadas (sempre na madruga), acompanhá-los durante o percurso, entrevistá-los ao fim do dia e depois escrever as matérias. Ou seja, quando todos já estavam indo dormir, meu trabalho estava só começando…

Foram 3 dias dormindo de 3 a 4 horas por noite e sempre chegando com dor de cabeça ao fim do trabalho. Num dos dias cochilei em cima do note, em outro cheguei no restaurante e tive que fazer cara de cachorro pidão para me darem o jantar, porque já estava

Sempre em ação

encerrado…Mas sobrevivi e o resultado final da cobertura foi excelente… Revi muitos amigos e conheci outras pessoas… até me animei para correr e fiz uma provinha que teve no último dia com 5k, sendo 2,5 na areia fofa…

Perrengue internacional – O segundo perrengue foi mais chique (porém não menos penoso rs). A pauta era a final do circuito K42, uma maratona de montanha na Patagônia Argentina (Villa La Angostura). Voamos SP/ Buenos Aires, chegamos numa quarta à noite e às 4h da matina estávamos ao aeroporto de volta para embarcar até Neuquén e de lá um ônibus até a pousada. Nosso vôo foi cancelado depois de quase 5 horas no aeroporto aguardando na sala de embarque. Voltamos para o Hotel (o Hilton de Puerto Madero…alguma coisa tinha que ser boa né) e fizemos nova tentativa na madrugada seguinte.

Mais um chá de cadeira no aeroporto e nada de nosso voo sair. Por conta das cinzas do vulcão chileno a empresa aérea cancelou todos!! Tivemos que abortar a missão e retornar para Sampa City…embarcamos e mais um chá de cadeira de 4h na sala de embarque.E, por fim, cheguei numa sexta-feira em SP, véspera de feriado prolongado, na

O pessoal não resistiu às muitas horas sem dormir no aeroporto...

hora do rush, e levei duas horas de Gaurulhos até em casa (geralmente levo 40min). Estávamos em vários membros da imprensa: Pinguim (Revista Contra Relógio), Clayton (ESPN – o mesmo que passou perrengue comigo em Ilhabela e na SP Rio), Harry (Running News), Zé Lúcio (Revista O2) e Francisco (ESPN).

A calmaria – Bom amigos, como promessa é dívida. segue a parte boa da brincadeira. Última etapa do Circuito XTerra no Ceará, com prova infantil e corrida noturna…fiquei hospedado no mesmo quarto que meu amigo Cadu Cortez, locutor oficial do circuito…

Na chegada ao aeroporto fui recepcionado pelo organizador do evento e uma de suas assistentes, que me conduziram ao hotel…um resort anexo ao Beach Park…um bom papo sobre o mercado das corridas, os planos para a temporada 2012 e direto dormir porque já era bem tarde…

No dia seguinte mais um pouco de networking com o pessoal que estava por lá, almoço e direto para a arena começar a cobertura…Passei antes no quarto para trocar a roupa de turista pela farda de jornalista: o tradicional chapéu, uniforme do Webrun, câmera, gravador, bloquinho, celular e crocs… (tá bom, em vez de farda pode ser o bat cinto de utilidades ou as gadjets do inspetor bugiganga).

Pausa entre a prova kids e a Night Run

A primeira missão era a prova infantil… é muito legal ver a molecada correndo, desde os pequenos, de 1 ano, até os maiores, de 11 a 12 anos… fotos, entrevistas e auxílio ao pessoal da organização, tudo ao som de músicas infantis… mas espera um minuto (pausa dramática…). Quais são as músicas infantis dos tempos de hoje? Boa pergunta! A trilha sonora do DJ tinha balão mágico, trem da alegria, Xuxa, Raul Seixas… mas as divagações sobre a infância moderna ficam para outro post…voltemos ao que interessa…

Missão cumprida com as crianças, um tempo de intervalo e a arena começou a ser tomada pelos corredores da prova noturna. Foram 7,5 km em dunas, trilhas e até mangue sob a luz do luar! A organização me arrumou um moto para cobrir o evento… minha sorte foi que o piloto era muito bom!! Caso contrário eu tinha tomado altos capotes no percurso. Imaginem a cena (sim, imaginem porque eu não tenho foto disso)…eu na garupa da moto sentado de costas para o piloto, segurando com a mão esquerda no ferro e com a direita a câmera…altas emoções, mas tudo deu certo!!

Missão cumprida com a corrida, nada mais nos restaria no dia seguinte de trabalho… após algumas indecisões do que fazer, resolvemos sair para uma baladinha no centro de Fortaleza…Bailamos até o sol raiar (tá bom que lá o sol nasce às 4h30…) e retornamos para o hotel…

No dia seguinte, como o voo era apenas à noite, foi possível aproveitar um pouco o Beach Park… rceomendo a todos…apesar do ingresso ser salgado (130 pratas), ele dá de mil a zero no wet’n wild e outros parques que temos por aí.

Ótima companhia…

Resumindo, esse evento foi bem legal para descansar um pouco a mente após vários perrengues seguidos e uma rotina corrida no site (desculpem o trocadilho rs…)… Foi bom para conhecer pessoas novas e aumentar a lista de amigos… Obrigado Bernardo, Fernanda, Wanise, Cadu, Daniella. O evento foi Mara, como diria uma amiga do escritório…

Agora vamos aguardar cenas dos próximos capítulos, pois a próxima viagem deve ser a etapa final de um triathlon em Santos…

São Silvestre na Paulista: é possível

04/10/2011

Chegada da prova é transferida para o Ibirapuera, sob alegação de que a Paulista não tem estrutura para dispersão dos atletas. Especialistas contestam

Realizada há 87 anos na cidade de São Paulo, a Corrida de São Silvestre, pode passar por uma significativa mudança em seu percurso neste ano, tendo sua chegada transferida da Avenida Paulista para a região do Parque do Ibirapuera, obrigando os atletas a seguir pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em trecho de descida. A alegação das entidades envolvidas na organização da prova é a suposta falta de estrutura da avenida para a dispersão dos atletas, ao final da corrida. A dificuldade estaria na realização, poucas horas depois, do evento de Réveillon, que tem ocorrido na mesma Avenida Paulista em anos recentes, alguns quarteirões adiante do ponto de chegada.

A decisão de mudar o percurso, alterando uma das maiores tradições do evento, foi anunciada no início de setembro, como uma espécie de continuação de outra polêmica, ocorrida na edição de 2010 da São Silvestre. Na ocasião, a organização da prova entregou as medalhas de participação no kit do atleta, que habitualmente continha apenas o número de peito, o chip e a camiseta da prova. A razão para esta distribuição inusitada de medalhas antes da competição estava justamente na dispersão, pretendendo maior agilidade no escoamento de atletas, para não conflitar com o público do Réveillon.

A São Silvestre na Paulista é possível, segundo especialistas. Foto: Harry Thomas Jr./ Webrun

Embora nem a empresa que organiza a prova, nem a Fundação Cásper Líbero (criadora do evento), nem a emissora que detém os direitos de transmissão para TV, nem a Prefeitura de São Paulo tenham se manifestado publicamente sobre a polêmica gerada com a mudança do trajeto, especialistas de vários segmentos contestam a alegação de que é impossível fazer a dispersão de 25 mil atletas sem comprometer o evento que acontece horas depois.

É fácil reverter o nó da dispersão – Armando Santos, diretor executivo da Corpore (Corredores Paulistas Reunidos, entidade que organiza em torno de 25 corridas de rua por ano) questiona a alegação da organização. “É uma equação extremamente simples: área de dispersão e gente. Se, na chegada, não há largura suficiente para essa dispersão, não há problema. Basta fazer um corredor vertical com grades até um lugar mais largo. A Avenida Paulista permite isso, mas também é possível encaminhar a dispersão para as Alamedas Campinas e São Carlos do Pinhal, que já ficam interditadas, por conta do bloqueio da Avenida Brigadeiro Luís Antônio”, comenta.

Ele acrescenta que a maior agilidade na dispersão pode ser obtida com o aumento do número de pessoas recebendo os atletas, entregando água, isotônico e a medalha. Esta medida, certamente, aumenta o custo do evento. “Talvez esteja aí o problema”, aponta Armando, trazendo exemplos de provas com número maior de participantes que lidam de forma eficiente com o nó da dispersão. “Na Maratona de Nova York, há quase um quilômetro de dispersão, com voluntários impedindo que atletas parem nesse trecho. A Maratona de Berlim, que reúne 40 mil pessoas, não conta com uma área de dispersão gigante, mas tem muita gente atendendo e agilizando a chegada.” O fato de que estas provas são maratonas (42 km) e não uma corrida de 15 km não pode servir de justificativa para inviabilizar a chegada na Paulista. A própria Corpore organizou provas como a Nike 10K, com 25 mil atletas, e um percurso menor que o da São Silvestre, sem registrar qualquer problema na chegada. “Porque controlamos a dispersão. Espaço x gente, eis a equação. Na Paulista, o espaço não é crítico e, mesmo que fosse, bastariam corredores verticais de grades para escoar a chegada”, acrescenta Armando. “Uma prova como a São Silvestre precisa de uma área de dispersão de uns 100 metros, que me parece fácil de ter, com cerca de quinze passagens para entrega de medalha e lanche, água etc. Depois da premiação, que acontece logo, poderia ser usada a outra pista da Paulista para a dispersão também. De um modo geral, não faz nenhum sentido dizer que não dá para compatibilizar São Silvestre e Réveillon.”

Pior para o ar de São Paulo – Realizar largada e chegada de uma prova em locais distintos é tarefa que requer uma logística diferenciada. João Traven, da Spiridon Eventos, comenta alguns detalhes técnicos utilizados na Maratona do Rio de Janeiro e na Corrida das Pontes, também no Rio, que seguem este modelo.

Em eventos como estes, o guarda-volumes é montado no interior de ônibus, que se deslocam da largada para a chegada antes do início da corrida. “Geralmente, usamos um percurso alternativo ao da prova para evitar mais transtornos”, comenta o dirigente. “A ideia é que os ônibus estejam na chegada antes dos primeiros colocados, mas na Corrida das Pontes tivemos alguns problemas e eles chegaram depois”, completa.

João conta ainda que se calcula um ônibus para 800 atletas, o que implicaria em 31 veículos disponibilizados para a São Silvestre, já que esse ano os organizadores abriram 25 mil inscrições. Dr. Paulo Saldiva, médico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, especialista em poluição atmosférica, critica o novo modelo. “Para levar todos os concluintes da São Silvestre morro acima (do Ibirapuera de volta à Paulista), nós vamos dar uma mensagem equivocada ao espírito do que é a mobilidade ativa”, comenta Dr. Paulo, que utiliza a bicicleta em deslocamentos urbanos e é corredor.

“Quando incentivamos caminhada, corrida e ciclismo como uma forma mais saudável e mais sustentável de movimentação, é contraditório, depois de uma festa que é um marco do esporte e da saúde, colocar um monte de ônibus para levar toda essa gente de volta. Eu corro a São Silvestre, corri no ano passado e é uma pena você acabar a festa e ter que sair de um lugar, onde você poderia sair de metrô, e ter que ir de ônibus”, analisa o médico.

Maior risco de lesões

Se o deslocamento da chegada para a região do Ibirapuera representa um dano ao ar de São Paulo, um risco praticamente igual ronda os atletas que se aventurarem a descer a Brigadeiro. Dr. Henrique Cabrita, médico ortopedista, diretor do Instituto Vita e maratonista, analisa o potencial aumentado de lesões graças ao novo percurso. “A descida da Brigadeiro, em termos de inclinação, é mais íngreme do que a subida. Estudei relatos de lesões esportivas e qualquer tipo de prova que seja em descida representa uma sobrecarga muito grande do aparelho extensor do joelho, ou A temida subida da Brigadeiro pode se tornar também a temida descida. Foto: Alexandre Koda/ Webrun seja, na parte da frente, da rótula, da patela, do tendão patelar. E uma carga muito maior na região dos calcanhares, também. Tenho levantado artigos sobre lesões em corridas de longa distância e a incidência de lesões em corridas tipo ‘downhill’ (declive) é, em média, 50% maior do que em provas sem desníveis ou com final em ‘uphill’ (aclive).”, informa o ortopedista. “E, se pensarmos que estamos no final de uma prova de 15 km, em que boa parte dos esportistas está completando uma corrida pela primeira vez, é muito provável que vários desses atletas sintam-se encorajados a acelrar o ritmo na descida, aumentando o potencial para lesões ortopédicas no joelho e no calcanhar.”

Como corredor experiente, que já participou de várias edições da São Silvestre, Dr. Henrique testemunha que “a maior emoção é quando a gente chega, faz toda aquela subida da Brigadeiro e vira à direita, na Paulista, tendo aquela visão da chegada, o pessoal incentivando a fazer os últimos metros depois daquela grande subida. Como maratonista, como corredor, sem esta emoção final é uma grande perda. Chegar no Parque do Ibirapuera, como já chegam tantas outras provas, é banalizar a São Silvestre.”

No ano passado, após a polêmica da entrega de medalhas antes da prova – o que foi considerado uma desvalorização do esforço de quem, de fato, completou a São Silvestre – a organização aventou a possibilidade de solicitar nova localização para o palco do Réveillon. O diretor geral da prova e superintendente do portal Gazeta Esportiva.net, Júlio Deodoro, comentou, depois da 86ª edição, que uma alternativa seria deslocar o palco do Réveillon para duas quadras adiante. “Melhoraria para o Réveillon e para a São Silvestre. Poderíamos usar as duas pistas da Paulista na largada e na dispersão, depois da chegada. Nessas condições, seria possível entregar as medalhas no final da prova”, declarou Júlio em dezembro de 2010.

Esta alternativa, no entanto, parece ter sido descartada pela organização, que preferiu impor a mudança do percurso, sem considerar a tradição do evento, o prejuízo ao ar de São Paulo, a conveniência e a integridade física dos atletas e nem do público, que passa a ter de escolher entre assistir à largada ou à chegada da São Silvestre.

Este conteúdo foi produzido em conjunto pelo grupo São Silvestre na Paulista, formado porprofissionais de várias áreas, todos corredores de rua, empenhados em buscar o diálogo com as entidades organizadoras da Corrida de São Silvestre. Apesar de reiteradas tentativas, nem a organização da prova, nem a Fundação Cásper Líbero, nem a Prefeitura de São Paulo concordaram em dialogar com o grupo sobre o tema. A intenção de buscar a melhor solução para o problema, da nossa parte, continua presente.

Alessandra Alves – Jornalista
Alexandre Koda – Jornalista
Ana Paula Alfano – Jornalista
Bruno Vicari – Jornalista
Cássio Politi – Jornalista
Erich Beting – Jornalistam
Fernanda Paradizo – Jornalista
Harry Thomas Jr. – Jornalista
Henrique Cabrita – Médico
Iberê Castro Dias – Maratonista
Luíza Alcantâra – Jornalista
Martha Dallari – Vice-presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC)
Nelson Evêncio – Presidente da ATC
Ricardo Capriotti – Jornalista
Roberta Palma – jornalista
Sérgio Xavier – Jornalista
Simone Manocchio – Jornalista
Vicent Sobrinho – Jornalista
Wagner Araújo – Jornalista

A cobertura mais casca grossa que já fiz…

27/09/2011

Bom, pelo título do post vocês já devem imaginar sobre o que vou falar a partir de agora…Sim…O maior perrengue de todos os tempos desde que me conheço por jornalista (e olha já faz um tempo razoável rs)…

Cobertura do Xterra em Ilhabela pelo Webrun…cidade linda, mulherada fantástica, ótimos restaurantes, um mar lindo e natureza exuberante…Cenário perfeito para um fim de semana relax na companhia de vários amigos tanto da organização do evento, quanto atletas, imprensa e alguns conhecidos locais…

Mas como nem tudo que reluz é ouro, essa foi a cobertura mais perrengue que já passei. Estou acostumado a ter percalços, adoro ir para o meio do mato…já acampei numa ilha repleta de cobras, dormi na selva amazônica, passei uma semana no interior de Roraima (diferente do Acre, Roraima existe sim rs)… já caí em trilhas, encarei morros, enfim…. para mim nunca tem tempo ruim…

Aliás, falando em tempo ruim, durante toda a viagem de Sampa para a Ilha o sol foi um ótimo companheiro…mas ao chegar na fila da balsa lembrei do pessoal da meteorologia que disse que o fim de semana seria chuvoso. O céu ficou nublado e o sol sumiu.

À noite comemos no ótimo restaurante Kanoa, administrado por Fausto e sua esposa, que serve ótimos pratos, desde camarão, sanduba, costela, hambúrguer, etc..

Jantar Kanoa

Antes do perrengue no ótimo jantar com os amigos!

No dia seguinte logo cedo estava de pé para a cobertura com o intuito de acompanhar a prova de triatlhon. Passei o percurso todo na caçamba de uma caminhonete, sacudindo mais do que pipoca no microondas! Ao entrar num dos trechos da trilha ainda levo um capote digno de filme…

Literalmente digno de filme, já que o câmera oficial estava gravando bem na hora e registrou o momento mico!! E ainda disse que vai colocar na edição oficial rs…

Depois de me enfiar na lama, tomar muita chuva, ainda perdi a chegada dos primeiros colocados masculinos, pois não consegui descer da trilha há tempo. Tudo bem… consegui pegar a declaração deles na premiação e salvou a cobertura!!

Em exatos 59 minutos escrevi e publiquei o texto usando conexão edge do meu celular, mas não tive tempo de subir fotos e trocar chamada, pois já precisaria acompanhar a largada dos 50 km, o grande diferencial da etapa. Ok, sem dramas. Subi no Toyota bandeirante rumo à famosa praia de Castelhanos, numa estrada teoricamente feita apenas para carros offroad.

meio da prova

No meio da prova aguardando os atletas....tudo ok por enquanto

Teoricamente porque me decepcionei um pouco com os primeiros quilômetros calçados com uma espécie de cascalho rígido, que mais parecia um asfalto. Após esse trecho urbano começou a brincadeira de verdade, com travessia de rios, áreas com muito barro e altos buracos.

Acompanhávamos alguns atletas, a noite foi chegando e São Pedro mandava cada vez mais chuva… Na travessia de um dos riachos o carro atolou e não saía do lugar…resolvi descer para verificar o tamanho da encrenca..a porta emperrou! Desci pela janela e falei alguma coisa para o motorista. Ele engatou a primeira marcha e seguiu rumo ao outro lado…e eu fiquei!!

Precisei atravessar o rio caminhando, no escuro, e sem saber o que tinha embaixo. Achei que seria mais prudente tirar o tênis e a meia e foi o que fiz. Arregacei a calça até o joelho e mandei brasa… Como a noite foi longa, essa foi uma atitude prudente, para não ficar com os pés úmidos e correr o risco de hipotermia!

Chegamos enfim à famosa Praia de Castelhanos… não dava para enxergar nada, então não sei se ela é realmente tão bela assim rs…pelo menos não tinham os famosos borrachudos por lá…

Na volta para a arena da prova fizemos mais algumas imagens dos atletas e a idéia era pegarmos a chegada pelo menos das mulheres e depois fazer algumas entrevistas na premiação. Doce ilusão!!

Numa das subidas nosso jipe desgovernou, caiu numa vala a 45 graus e furou o pneu. O motorista ainda tentou tirar o carro de lá, mas não foi possível.

Ao sairmos do carro ficamos receosos que ele pudesse se inclinar ainda mais para o lado, mas felizmente isso não ocorreu!!! Enquanto a assessora de imprensa que nos acompanhava tentava pedir resgate pelo rádio, eu e o fotógrafo da prova subimos estrada acima na tentativa de encontrar algum staff.

Coloquei copos d’água e maçãs nos meus bolsos caso a caminhada fosse longa, mas por sorte encontramos um bombeiro que indicava aos atletas a saída da trilha. Enquanto eu tentava comunicação pelo rádio do bombeiro, o fotógrafo saiu andando pelo percurso sem luz, sem água e sob chuva torrencial. Loucura loucura loucura!! (Depois descobri que o cara já tinha completado 8 Ironman!!)

Jipe 1

O estado do jipe depois do problema

Depois de muito tempo eu e a assessora (Fabíola) encontramos um lugar onde o rádio funcionou sem estática e conseguimos pedir o resgate. O problema é que a interferência voltava e não conseguíamos dizer o local exato em que estávamos. Após mais um longo e tenebroso inverno, o Betinho, morador da Ilha e staff da prova, conseguiu nos ouvir.

Ele subiu de Castelhanos até o local em que estávamos e iniciou o processo de resgate. Ele percebeu que o pneu havia furado, mas não houve danos na roda, para sorte nossa. Ele também percebeu que o pneu era do tipo sem câmara, o que segundo ele não é bom para andar naquele tipo de estrada. Ele também constatou que o motora não tinha acionado a tração 4X4 do jipe, que consiste em virar uma chavinha na roda. Ou seja, cabaçada digna de entrar para o Ranking dos Cabaços Sem Fronteiras do Facebook.

Ele então prendeu o cabo de aço no engate do nosso jipe e puxou com o jipe dele, para nos tirar da vala. Feito isso pediu o macaco e a chave de roda para o motorista. Como desgraça pouca nunca vem sozinha, o carro não estava equipado com esses “opcionais”… (Pelo menos tinha estepe!!).

Pneu

Estado do Pneu

Para sorte nossa o Betinho tinha macaco e chave de roda. Após mais um bom tempo debaixo de chuva conseguimos resolver o problema e voltamos para a rena. O único problema é que não consegui pegar mais nenhuma atleta chegando e nem a premiação… Paciência, a cobertura ficou prejudicada, mas eu saí inteiro.

Alguns itens que eu tinha na mochila se mostraram de grande valia neste momento. Uma headlamp, água, capa de ch

uva e um casaco anti-chuva da Salomon. Eu estava com uma camiseta, um fleece, o casaco e a capa. Isso ajudou a esquentar, pois começava a fazer frio com a noite caindo. O meu tênis da Salomon também se mostrou guerreiro e resistiu bem a todos os perrengues.

À noite, depois de um revigorante banho quente, ainda tive forças para ouvir uma boa música ao vivo no Bar Estaleiro, na ótima companhia dos amigos da imprensa Daniel e Juliana (Rede Minas TV) e Diogo e Bruna (Canal Whoohoo).

Nem preciso dizer que acordei domingo totalmente descadeirado e com dores por todo o corpo. Mas, como eu mesmo sempre digo: quanto pior melhor! Então bola para frente porque tem mais cobertura perrengue pela frente!

Fim

Fim do perrengue, já na arena da prova me recuperando do susto

Para que a tradição da São Silvestre seja respeitada

15/09/2011

A São Silvestre, corrida com 87 anos de existência, representa o auge da celebração do esporte corrida de rua. Reúne atletas profissionais e amadores de todo o país e do mundo, que comemoram o final de mais um ano correndo pelas ruas da cidade de São Paulo.

 

É um evento único, com caráter participativo e competitivo. É festivo para as centenas de corredores fantasiados e outros tantos que ali estão pelo prazer de correr e de se superar, ao mesmo tempo em que é uma competição de nível internacional certificada pela IAAF. Une, como nenhuma outra corrida, paixão pelo esporte e performance.

 

Se entre amadores a SS estimula a busca pela qualidade de vida e o desejo de superação, para os profissionais significa a chance de se destacar. Ela revela talentos do esporte, abre portas para novos atletas e planta o sonho em muitos outros. Vencer a São Silvestre representa estar no Olimpo do atletismo.

 

Mas São Silvestre é muito mais do que uma corrida de rua, talvez seja o único evento esportivo onde o contemplativo, gratuito, reúne milhares de pessoas no Brasil. Tanto é que a televisão quer transmitir. A história da prova, com grandes atletas, a celebração do fim do ano, os esguichos de água no Minhocão e rua Olga, as pessoas no trajeto são situações exclusivas da SS. Somam muita gente, apoios importantes. Isso também, a nosso ver, é motivo para a preservação de suas características pela municipalidade.

 

Que outra prova é tão querida e está tão presente no imaginário das pessoas, corredores ou não?

Tudo, claro, é resultado de anos de esforços. Ao longo do tempo, a São Silvestre fez seus ajustes de percursos e horários. Mas conseguiu manter reunidas excelentes qualidades daquilo que há de mais difícil para um evento esportivo: tradição, data fixa de realização (o que permite a organizadores e atletas fazer todo um planejamento), cobertura de mídia e ser um objeto de desejo do consumidor.

 

Tradição, porém, é uma palavra que está sendo descartada da versão 2011 da prova. Em nome da “modernidade”, da “renovação” e do “conforto”, foi anunciado que a chegada será transferida da Avenida Paulista para o Parque do Ibirapuera. Decisão tomada por parte dos organizadores, sem debate ou qualquer consulta aos verdadeiros donos da prova: nós, os corredores.

 

Nós, jornalistas corredores e profissionais da corrida, estamos aqui empenhados em fazer com que a tradição seja respeitada e a chegada da São Silvestre seja mantida na Avenida Paulista.

 

Com argumentos que vão desde a manutenção da tradição, passando por questões de logísticas (somos corredores e conhecemos bem a dificuldade de se largar em um local e chegar em outro, por exemplo) e até sugestões técnicas, estamos abertos ao diálogo.

 

Se você também é a favor da discussão saudável, tendo em vista a manutenção da tradição da São Silvestre, preservando sua alegria e sua segurança, junte-se a nós.

 

Comissão de jornalistas e profissionais da corrida

 

Alessandra Alves, jornalista

Alexandre Koda, jornalista

Ana Paula Alfano, jornalista

Bruno Vicari, jornalista

Cássio Politi, jornalista

Erich Beting, jornalista

Fernanda Paradizo, jornalista

Harry Thomas Jr., jornalista

Martha Dallari, vice-presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC)

Nelson Evêncio, presidente da ATC

Ricardo Caprioti, jornalista

Sergio Xavier, jornalista

Simone Manocchio, jornalista

Vicent Sobrinho, jornalista

Yara Achôa, jornalista

Muitos carregam pesados fardos pela tradição da prova. Foto: Alexandre Koda

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